quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Filha de funcionário-1976

Posted by PicasaMaria das Graças, filha de Walter Ramuz e Rosalva V Ramuz.
Ao fundo a casa reservada aos Diretores do Presídio.


Foto de 1976 do acervo de Maria das Graças Ramuz 

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

1942: Fernando de Noronha à Ilha Grande

1942

Presidente Getúlio Vargas – 1937-1945 – Estado Novo

Ministro da Justiça: Alexandre Marcondes Machado Filho

Em setembro de 1939, as tropas de Hitler invadiam a Polônia, e a Grã-Bretanha e a França responderam à ocupação declarando guerra. É conhecida, com a entrada dos Estados Unidos na guerra em dezembro de 1941, a instalação de uma base militar estadunidense no Rio Grande do Norte, localização estratégica para a travessia do Atlântico.
Os reflexos da Segunda Guerra na Ilha Grande foram muitos. Em dezembro de 1942, o coronel Nestor Veríssimo, diretor da Colônia Agrícola de Fernando de Noronha, recebia um comunicado do gabinete do ministro da Justiça (Alexandre Marcondes Machado Filho) sobre a transferência do presídio de Noronha para a Colônia Agrícola do Distrito Federal (CADF).
Em fevereiro, antes mesmo de o Brasil declarar guerra à Alemanha e à Itália, a Ilha de Fernando de Noronha foi transformada em território federal para que fosse utilizada como base militar durante a guerra (decreto 4.102, de 09/02/1942). A Colônia Agrícola de Fernando de Noronha foi, então, transferida para a enseada de Dois Rios-Ilha Grande, passando a ser denominada Colônia Agrícola do Distrito Federal (CADF), pelo decreto 4.103 de 09/02/1942.
O coronel Nestor Veríssimo assumiu a direção da Colônia Agrícola do Distrito Federal, na Ilha Grande, posto em que se manteve até 28 de fevereiro de 1944, quando faleceu e foi substituído interinamente pelo capitão Manoel Mostardeiro, seu antigo companheiro de juventude na cidade de Cruz Alta, Rio Grande do Sul. Nestor Veríssimo antes de ser nomeado diretor do presídio de Noronha, havia participado da Coluna Prestes e, posteriormente, do movimento de 1930, tendo sido responsável por práticas disciplinares menos duras com os presos.
O novo diretor, major Heitor Coimbra, só tomaria posse no dia 4 de setembro de 1944.
Com a mudança da Colônia Agrícola de Fernando de Noronha para Dois Rios, a Colônia Penal Cândido Mendes (CPCM) foi transferida para as antigas construções do Lazareto, no Abraão. A partir dessa data, as duas penitenciárias – a CADF de Dois Rios e a CPCM do Abraão, esta última incorporada à antiga CCDR – funcionaram concomitantemente, por vinte anos. Hermínio Ouropretano Sardinha, que fora médico na CCDR e assumira interinamente o cargo de diretor da colônia em diversos momentos, desde o início da década de 1930, foi nomeado diretor da Colônia Penal Cândido Mendes (Abraão).
O general Flores da Cunha ficou preso nove meses em Dois Rios, em 1942. Ele iniciou a carreira política como deputado estadual no Rio Grande do Sul, pelo Partido Republicano Rio-grandense (PRR), em 1909, ficando à frente do governo do Estado do Rio Grande do Sul por sete anos, ou seja, entre novembro de 1930 e outubro de 1937. Embora tivesse apoiado Getúlio Vargas em períodos anteriores, Flores da Cunha defendeu o federalismo e as eleições de 1937. Rompeu com Vargas, exilou-se no Uruguai. Ao voltar ao país em 1942, foi condenado pelo Tribunal de Segurança Nacional. Na Ilha Grande, detinha certos privilégios. Ficou preso numa casa próxima ao presídio, onde tinha um rádio, fazia caminhadas todas as manhãs, criava galinhas, escrevia e lia. Manteve boas relações com o diretor da Colônia, Nestor Veríssimo. Em maio de 1943, obteve a liberdade.  
Com a declaração de guerra à Alemanha, em 1942, a perseguição do Estado Novo voltou-se para os indivíduos que mantinham ligação com os países do Eixo, os quais passaram a ser condenados por um tribunal militar e enviados para a Colônia Penal Cândido Mendes, no Abraão.
General Flores da Cunha na prisão

Ao centro da foto, sentado, de pijama, está o general Flores da Cunha. Da esquerda para a direita: 1) Catino (com acordeão), 2) Sady Pequeno, 3) João Uchôa (fumando charuto), 4) capitão Manoel Mostardeiro, 5) Aymoré, 6) Não identificado, 7) Dirceu Chacon, 8) Sílvio Cavalheiro (cunhado do Mostardeiro).  

Imagem do presídio recém- inaugurado

Uma imagem lateral do presídio, Colônia Agrícola do Distrito Federal (CADF) de 1943. A rua ao lado do presídio mostra  algumas casas de funcionários, eram casa mais antigas e anteriores a 1942, quando novas residências foram construídas.Essa rua lateral nos levava ao caminho da Parnaióca e Marvirado, passando antes pelos   acessos que nos levavam ao estábulo, usina hidrelétrica, horta, toca da cinza e cemitério.
Ao fundo, trecho da praia de Dois Rios e um dos rios (barra grande) que abraça  a Colônia como se quisessem protegê-la.

domingo, 26 de setembro de 2010

"Guanabarinha" Time dos meninos da Colônia de Dois Rioa

fUTEBOL iNFANTIL



Nº
NOME
1
Joãozinho (técnico)
2
Ilton (filho do sargento Gavinho).
3
Ildo (filho do Zizinho Chagas).
4
Periquito (filho do Melo, morador na Vila e vendedor de tecidos).
5
Helinho (filho do Cavalaria).
6
Cecílio (filho do Catino).
7
Aída, a madrinha (filha do Péricles).
8
Canhoteiro (paternidade não identificada
9
Bira (filho do sagento Moura).
10
- Elane (filho do Octávio Rangel).
11
- Walter (filho do Joaquim dos Santos, o alfaiate)
12
Walmir (filho do Joaquim dos Santos, o alfaiate
13
Não identificado

-Foto da primeira metade da década de 50  do acervo de Waldemy Ferreira dos Santos, filho de ex-funcionário do Presídio Joaquim dos Santos , responsável pela alfaiataria.
Agradecemos a gentileza de permitir a publicação da foto.
-

-Último à direita em pé: Nilo, não participante (filho do Thales).

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Planta da Colônia de Dois Rios e seus antigos moradores, funcionários do Presídio.


PLANTA DA COLÔNIA AGRÍCOLA DO DISTRITO FEDERAL

A tabela abaixo relaciona as casas numeradas na planta, com os nomes dos funcionários do presídio.
Sugerimos aos nossos amigos e  contemporâneos, que nos ajudem a completar a tarefa, nos informando os nomes dos moradores que faltam.



Prédios
Morador
1
Sady Pequeno
2
Senhor Claudionor (viúvo)
3
Cavalaria
4
João Romangueira
5
Henrique Lopes
6
Euclides Azevedo - Octávio Rangel
7
Nestor Gitirana  - Dr. Ruy Furtado
8
Vieirinha e Galileu
9
Mocinha e Antônio Demutti
10
Tales
11
Cyro Manhães (estação de rádio) - Dr. Paulino - Depois escola
12
João Uchôa - Francisco Monteiro, o Chiquinho
13
Olí Demutti
14
Kerny da Silva
15
Ivo Moura
16
Leovegildo Pinto de Andrade
17
Dr. Jairo Wagner
18
Casa dos diretores
19
Milton Pereira de Souza
20
Nestor Gitirana depois Geraldo Vilela
21
 Sr. Eduardo - Cleonice
22


terça-feira, 21 de setembro de 2010

Aniversário do diretor João Goulart Coimbra

FOTO 3
Churrasco em comemoração ao aniversário do diretor João Goulart Coimbra, em 1953, vendo-se ao centro, de óculos, o aniversariante. O primeiro do lado esquerdo da foto, meio de lado, é o Ivo Moura (funcionário) pai do amigo e contemporâneo Oli Demutti (O Polaco). O menino que aparece na foto, segurando uma pequena faca, em frente a um espeto, é o ILVO, filho do Romagueira (funcionário).


Foto do acervo de Marco Aurélio Flores Coimbra, filho do aniversariante

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Vista da Colônia Agrícola do Distrito Federal em 1960

Posted by Picasa Vista parcial da Colônia Agrícola do Distrito Federal (CADF), destacando-se em primeiro plano algumas casas da pequena comunidade, conhecida por "Vila", que  já existia antes da instalação dos Presídios.
Havia uma boa convivência entre os moradores da "Vila" com os da Colônia, inclusive a garotada estudava no mesmo Grupo Escolar
Ainda na foto : os barracões da pesca à margem da Barra ,  o presídio e parte da Colônia de Dois Rios ao fundo.

 Imagem obtida por mim, o blogueiro aqui, em 1960, caminhando pela estrada Abraão-Dois Rios rumo à  Trilha para o Caxadaço.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Praia de Dois Rios pela objetiva de Juarez de Alagão

Posted by PicasaImagem recente da Enseada de Dois , mostrando   um trecho da Praia de Dois Rios e as duas ilhas que nos primórdios eram conhecidas como "Ihas da Atracação".


Foto cedida gentilmente por Juarez de Alagão

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Inauguração da sala de parto do ambulatório médico, em 1954

FOTO 2
Inauguração da sala de parto do ambulatório médico do presídio, em 1954, na administração do diretor João Goulart Coimbra, com as presenças do professor Lemos Britto (o primeiro da esquerda) e do Ministro da Justiça, Tancredo Neves (ao centro)

Foto cedida por Marco Aurélio Flores Coimbra, filho do então diretor João Coimbra.